17 de janeiro de 2010

Viagem
É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...

Miguel Torga, in 'Diário XII'

Penso que, este poema de Torga” retrata bem a “Alma Lusitana”, de que quero servir-me para vos deixar uma mensagem de esperança para este Novo Ano: muita vontade, muita esperança, muito querer e, porque não, muita fé em dias melhores. Um ano com novas perspectivas de realização pessoal e também novos rumos de alento e sucesso para o nosso tão “inquieto” e querido Portugal.
Em momentos de trajédia humana, como a do Haiti, sobressai a fragilidade da condição humana bem exposta nos fenómenos com que a natureza presenteia a nossa casa comum: o nosso planeta.
Uma coisa tenhamos como certa: a realidade de hoje, poderá não ser a de amanhã.
Não nos deixemos enfunar por inquietudes pasageiras, tão comuns nos nossos dias, que nos impedem de alcançar a liberdade de espírito e a autêntica felicidade a que aspiramos.

29 de outubro de 2009

16 de julho de 2009


Há imagens que me realçam o sentimento de memória;
São talvez a corrente de lembranças que o
tempo teima em apagar.
Algumas são pedaços de história da vida…
Pedaços de mim que guardarei.
São muitas vezes um sonho
que representa um o porto de abrigo,
um ponto de partida ou chegada,
uma âncora no enlevo da vida.
Que direi deste granito tão duro,
singelo e intemporal?
Será a marca de um povo
ou simplesmente pináculo de catedral?
Para mim é vontade de um mundo novo
simbolo do sacrifício e luta do meu povo.

21 de junho de 2009

17 de abril de 2009

É imensa a sua grandeza...teve a humildade de se colocar abaixo de todos os rios...

25 de março de 2009

Ainda sobre o AMOR...

É sublime e enganador,
Entre o sonho e a paixão,
Invade a alma e o coração,
É vulgar, mas sempre AMOR.

É sincero como o de mãe,
Para os amantes, arrebatado;
Por todos é cobiçado,
Solidão para quem o não tem.

De perdição para o escritor,
No cinema encantou,
Com tudo o vento levou;
É efémero, mas sempre AMOR.

É Platónico e não se vê ,
Como em sete palavras, um verso,
Conhecimento do universo,
A beleza em que não se crê.

Para alguém, uma dor,
Uma chama para os corações,
Um fogo para Camões,
Uma desilusão, mas sempre AMOR.

Se Pessoa o cantou,
Se a Pátria mo exigiu,
Se o teu olhar me mentiu
Só ele, até ti me levou.

É pétala de flor,
Aroma de primavera,
A meta de quem espera,
O teu sorriso, meu AMOR.